Portugueses? Bons contribuintes (escravos)!

Na escravatura, a a vida e o trabalho de um indivíduo não são livres, sendo controladas por outros indivíduos com mais poder e influência, sobre os que têm menos poder ou poder nenhum.

Estes indivíduos com menos poder, sob regime escravatura, estão impossibilitados de reunir recursos, sendo que as únicas coisas que lhes são permitidas ou facultadas, são meios para que continuem a servir aos indivíduos com mais poder que eles – tais como alimentação, espaço para dormir, alguns cuidados médicos e um descanso mínimo.

Numa sociedade em que a escravatura foi normalizada, o individuo que foge aos indivíduos com mais poder sobre si, não vai conseguir sobreviver, pela impossibilidade de se tornar independente perante outros indivíduos com mais poder que ele. A escravatura acaba por ser uma prisão sem grades.

Hoje em dia, vivemos na sociedade ocidental portuguesa, em que o nosso Grande Estado Social, ameaça de arresto de bens e prisão, todo aquele individuo que, num ano de trabalho, não ceda pelo menos (em média) 168 dias (cerca de 46% do ano) do seu trabalho na forma de impostos pagos em dinheiro.

the coliseum
No Império Romano, há 2000 anos, bastavam ao cidadão romano entre 3 e 9 dias de trabalho por ano, para pagar a taxa obrigatória. O colapso do Império Romano, foi em grande parte, causado pelo aumento incomportável de impostos aos cidadãos agricultores que moravam fora das cidades, para suportar economicamente cada vez mais cidadãos a viver nas cidades e igualmente uma classe política (que passou a ser hereditária) e exércitos cada vez maiores. Os agricultores, viriam, ao longo de décadas e séculos, face às dificuldades em pagar impostos e endurecimento da vida, mudar-se para as cidades. Faz lembrar algo?
Nas cidades romanas, podiam ter uma casa, e o pão e divertimento eram facultados, dai o termo latim “panem et circenses” (isto para quem tivesse cidadania Romana – lt. civitas).  Fonte Fonte2

 

2000 anos para a frente…

Os imensos e variados impostos na nossa sociedade dos dias de hoje, são segmentados e dispersos pelas várias áreas da sociedade civil e chamados de outras coisas que não impostos (como contribuições sociais), para tentar ocultar a verdadeira dimensão dos mesmos. Vejamos alguns:

– Imposto sobre Rendimento
– Imposto sobre trabalho para Segurança Social – TSU
– Imposto de rendimentos de pessoas colectivas IRC
– Imposto sobre propriedades imóveis casas+terrenos IMI
– Imposto adicional ao imposto sobre propriedades imóveis AIMI
– Imposto municipal sobre transmissões de imóveis /heranças (IMT)
– Imposto sobre prendas de casamentos ou baptizados
– Imposto sobre mudanças de propriedades imóveis (escrituras)
– Imposto sobre o consumo IVA
– Imposto de taxas moderadoras na saúde
– Imposto sobre comercialização de medicamentos
– Imposto de consumo de bebidas com açúcar
– Imposto sobre a circulação automóvel IUC
– Imposto sobre a inspecção automóvel
– Imposto de estacionamento automóvel
– Imposto sobre combustíveis (acrescido do imposto IVA)
– Imposto de aquisição automóvel (acrescido do imposto IVA)
– Imposto sobre tratamento/reciclagem de pneus, óleos, baterias (ECOTAXA)
– Imposto de licenças e cartas de condução (emolumentos)
– Imposto de alteração de actualização das licenças e cartas de condução
– Imposto de seguros para o INEM
– Imposto de seguros para o Serviço Nacional de Bombeiros e Proteção Civil
– Imposto de seguros para o fundo de garantia automóvel
– Imposto de seguros para o fundo de acidentes de trabalho
– Imposto de seguros para a prevenção rodoviária
– Imposto de seguros do imposto de selo (obrigatório em contratos)
– Imposto de seguros da apólice (primeiro ano)
– Imposto de seguros quando em pagamentos fraccionados
– Imposto de registo de mudança de propriedade automóvel
– Imposto sobre águas e tratamento de aguas residuais
– Imposto de recolha de resíduos
– Imposto de tratamento de resíduos
– Imposto de gestão de resíduos urbanos
– Imposto da taxa de Proteção Municipal
– Imposto da taxa municipal turística
– Imposto da taxa de chegada por via marítima
– Imposto da taxa cemiterial
– Imposto sobre emissões de carbono
– Imposto sobre audiovisuais (36,24€/ano por contrato Luz) TV, Rádio (Sinal Aberto/TDT, Fechado/pago ou frequência rádio) ou por Internet, com os canais (activos): RTP1, RTP2, RTP3, RTP Memória, RTP Madeira, RTP Açores, RTP Internacional, RTP África, RTP1 HD, RTP 4K, Antena 1, Antena 2, Antena 3, Antena 1 Açores, Antena 1 Madeira, Antena 3 Madeira, RDP África, RDP Internacional, Antena 1 Fado, Antena 1 Lusitânia, Antena 1 Memória, Antena 1 Vida, Antena 2 Jazzin, Antena 2 Ópera, Rádio Zig Zag e plataformas online Ensina RTP, RTP Arena eSports, RTP Lab, RTP Arquivos, RTP Play.

– Imposto sobre armazenamento digital (discos, cartões de memória)
– Imposto sobre direitos de passagem subterrânea
– Impostos de registos e serviços notariais variados
– Imposto de licenciamento de actividades profissionais
– Imposto de transmuta de licenciamentos de actividades
– Imposto de emissão de certificações
– Imposto de pedido de informação
– Imposto de pedido de fiscalizações
– Imposto de trabalho de rotatividade/trabalho a termo certo
– Imposto de derrama estadual
– Imposto de derrama municipal
– Imposto sobre actividades bancárias
– Imposto sobre actividades bolsistas
– Imposto sobre actividades alfandegárias
– Imposto de multa sobre o não pagamento de imposto
etc…

Fonte Taxinhas CML
Fonte taxinhas seguros
Outras Fontes 1 2 3

Há apenas 10 anos, estas obrigações custavam menos 31 dias ao individuo português.

dialibertacaoimpostos2018

Fonte oinsurgente

O despesismo de todos os governos pós-abril, defensores e implementadores do Socialismo que registaram na Constituição da República Portuguesa de 1975, trouxeram-nos 3 bancas rota em 40 anos, e a nova banca rota do governo-geringonça que se aproxima rapidamente. Conseguiram um aumento de impostos em mais de 20% desde 2007 (136 dias para 168 dias ), e +25% se comparado com 2000.

Comparando com 1990 ou 1980, esses valores ainda seriam maiores, e todos sabemos que os ordenados médios não têm acompanhado o aumento do custo de vida, causado principalmente pelo aumento de impostos obrigatórios.

O poder de compra, desde os anos 80, só tem reduzido (tal como a poupança das famílias).
Hoje poupa-se 5 a 6% do ordenado.
Nos anos 75-85, poupava-se quase 4.5 vezes mais.

poupança.JPG

E com uma população estagnada, e que só aumentou 1M entre 74-80 com a vinda dos portugueses expulsos das colónias, a perda de poupança teve impacto direto no numero de crianças nascidas:
fecundidade.JPG
nados.JPG
(pordata)

Trabalhamos cada vez mais para pagar impostos, a um ritmo médio de cerca de +2% de impostos por ano.

As perguntas que se colocam são:

  • Ainda se consideram indivíduos livres nesta sociedade?
  • Ainda concordam que o Estado deve aumentar o apoio Social que dá aos seus cidadãos?

 

p.s.: O imposto, lembremos, autoritariamente exigido por uma entidade com poder supremo de nos retirar todas as liberdades e recursos, para todos os efeitos, É ROUBO!!!

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